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2026 sábado 22 ago
09:00-17:00
Biblioteca Central Cesar Lattes | 1º Piso
📜 Exposição: Seis décadas, ano a ano – Parceria com o SIARQ

A origem da Unicamp está no movimento pela instalação de uma faculdade de Medicina em Campinas, deflagrada em 1946 pelo jornalista Luso Ventura, no jornal Diário do Povo. A campanha, que durou quase duas décadas, levou à criação do Conselho de Entidades de Campinas em 1955, e à aprovação da criação da faculdade pelo governo do Estado em 1958, mas sem a oferta dos meios necessários para sua instalação.

A luta foi retomada em 1960, tendo o professor Cantídio de Moura Campos como diretor pró-tempore da faculdade e a adesão da Sociedade de Medicina e Cirurgia de Campinas. A Universidade Estadual de Campinas foi criada legalmente como entidade autárquica em 1962. No ano seguinte, começou a funcionar a Faculdade de Medicina, provisoriamente instalada nas dependências da Maternidade de Campinas. Moura Campos foi nomeado reitor da universidade, e o oftalmologista Antônio Augusto de Almeida, diretor da faculdade. O primeiro professor contratado foi Walter August Hadler. A trajetória que levou à criação da Universidade reflete um amplo movimento de mobilização social que marcou a cidade entre as décadas de 1940 e 1960.

A Unicamp se desenhou como um projeto coletivo, impulsionado por diferentes setores da sociedade campineira, como imprensa, entidades civis, lideranças políticas e profissionais de saúde. A luta pela instalação da Faculdade de Medicina foi o principal eixo articulador desse processo. Esse processo evidencia a origem da essência da Unicamp: o forte vínculo com a sociedade.

Desde sua gênese, a Unicamp se configurou como uma instituição comprometida não apenas com a produção científica, mas também com o desenvolvimento social e cultural, a partir do diálogo constante com a comunidade.

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